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Live EducaMídia debate algoritmos, viés e representação nas mídias sociais

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Autor João Costa Jornalista Sobre o autor

Não é mais segredo que a nossa vida digital é bastante marcada pelo impacto dos algoritmos. Com a finalidade de esclarecer até que ponto eles interferem no processo...

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Não é mais segredo que a nossa vida digital é bastante marcada pelo impacto dos algoritmos. Com a finalidade de esclarecer até que ponto eles interferem no processo de navegação na internet, influenciando opiniões, gostos e crenças, o EducaMídia trouxe para o centro das discussões o tema “algoritmos, viés e representação” em sua live semanal.

Para isso, a coordenadora do programa Mariana Ochs recebeu a educadora Giselle Santos na live que foi ao ar na última quinta-feira, dia 26, no Facebook e Youtube.

Algoritmos
Giselle define os algoritmos como regras, procedimentos e processos que são, a rigor, bem precisos e práticos na resolução de um determinado problema. No caso das redes sociais, eles “otimizam” a timeline do usuário apresentando a ele conteúdos que, em tese,  o interessam.

“Os algoritmos são treinados a partir de dados que as pessoas fornecem de modo consciente ou inconsciente ao navegarem na internet”, acrescentou Mariana.

Segundo ela, nós somos na internet aquilo que compartilhamos por meio de cliques, escolhas, compras e publicações. “O lugar onde a pessoa está, o horário do dia em que a pessoa está mais propensa a comprar, o aspecto da velocidade da digitação, que tipo de equipamento está sendo utilizado, dentre outras coisas, são dados que os algoritmos processam”, explicou.

Giselle complementou ainda que todas aa informações fornecidas pelas pessoas enquanto navegam nas redes sociais deixa um rastro digital, conceito importante de ser compreendido na educação midiática.

Apagamento
Os algoritmos têm relação direta com a automatização das redes e a falta de representatividade nelas. Para Mariana, o problema da tecnologia com a falta de diversidade não é algo exclusivo da era digital, pois desde a fotografia, do filme fotográfico e das câmeras, e mesmo depois com as câmeras digitais, havia poucas tecnologias para valorizar os tons de pele preta.  “A questão da ausência do negro no contexto das plataformas digitais existe há muito tempo”, afirmou.

Giselle enfatizou a importância desse tema ser tratado em âmbito escolar. “Se não há um questionamento desde cedo em relação à presença de pessoas negras no âmbito escolar, como vai haver um questionamento sobre a ausência de reconhecimento facial nos algoritmos, por exemplo?”, questionou ela. “Se as pessoas não estão inseridas no contexto e, portanto, não há dados sobre elas, não há quem questione a ausência e esses dados tendem a continuar apagados”, explicou ela.

A educadora citou a importância de pensarmos em quem detém a autoria das narrativas históricas e midiáticas. “O que a gente percebe é que a história do negro é contada sob o ponto de vista de como ele foi escravizado”, pontuou.

Mariana Ochs ressaltou que a educação midiática ensina a ler criticamente todas as informações, trazendo a consciência desse tipo de questão fundamental para uma sociedade mais diversa e empática.

Recursos
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Para assistir ao vídeo com Giselle Santos  e  Mariana Ochs na íntegra, clique aqui.

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João Costa

Jornalista

Jornalista, desenvolve um trabalho com o propósito humanitário por meio da: "Filosofia da Evolução das Relações Humanas”.

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