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Liberdade de imprensa deve ser debatida na escola

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Autor Patricia Blanco Presidente do Instituto Palavra Aberta Sobre o autor

É preciso reforçar para os alunos a importância de um jornalismo livre e independente

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Não é de hoje que os jornalistas vêm sendo atacados e ameaçados por pessoas que não compreendem o papel da imprensa. Mas, nos últimos tempos, temos acompanhado um aumento expressivo de atos de violência, sejam eles virtuais ou físicos, contra comunicadores, como os que vimos no último fim de semana.

Uma imprensa livre e independente é essencial em todos os momentos, mas é particularmente crucial durante uma crise de saúde pública como a que estamos enfrentando. No momento em que muitos buscam informações confiáveis, é vital o papel de comunicadores e de jornalistas profissionais, treinados para apurar dados e fornecer orientações baseadas em fatos.

Em tempos de pandemia, assim como em tempos de guerra, jornalistas e comunicadores estão na linha de frente, se expondo e correndo riscos na busca por informações precisas e que ajudam na tomada de decisões e no atendimento à população mais vulnerável.

É a imprensa livre e o jornalismo independente que permitem que a sociedade saiba o que está acontecendo e, com isso, tenha acesso a informação de qualidade, direito fundamental de todos os cidadãos.

É preciso reforçar todos estes pontos diariamente, e a escola tem papel fundamental neste processo. Tanto é verdade que a BNCC deu um espaço privilegiado para tratar esta questão. O campo jornalístico-midiático, uma das quatro grandes áreas de Língua Portuguesa, traz um conjunto de habilidades diretamente ligadas ao jornalismo que devem ser trabalhadas pela escola.

Fazem parte desse campo habilidades para refletir sobre nossa relação com a informação, entender técnicas e protocolos da atividade jornalística, conhecer os bastidores da produção de notícias e, principalmente, colocar os alunos no papel de produtores de conteúdo, para que possam atuar com ética e responsabilidade a serviço da comunidade em que vivem.

Além disso, ao longo de toda a BNCC existe o convite para que crianças e jovens construam conhecimento a partir de sua própria investigação – um caminho muito parecido com o percorrido por jornalistas na produção de reportagens. Nos dois casos, parte-se de uma pergunta que estimula pesquisa, checagem, organização das informações encontradas e, finalmente, exposição para uma audiência – técnicas amplamente adotadas no método jornalístico.

Para apoiar o desenvolvimento de tais habilidades, o Instituto Palavra Aberta (responsável pelo EducaMídia) está publicando esta semana uma websérie que visa explicar o processo jornalístico. O projeto Jornalismo: Conhecer para Defender, é um bom ponto de partida para professores e alunos que estão trabalhando o campo jornalístico-midiático da BNCC e abre caminhos para o aperfeiçoamento da análise e leitura crítica da mídia.

Ensinar crianças e jovens sobre o papel da imprensa e como ela funciona é fundamental para o desenvolvimento da cidadania.

Afinal, democracia e imprensa livre são faces da mesma moeda e caminham juntas. Estão intimamente ligadas e precisam ser defendidas diariamente como valor fundamental de toda sociedade, tanto no presente caótico que estamos vivendo como no futuro imprevisível que as próximas gerações enfrentarão.

 

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Patricia Blanco

Presidente do Instituto Palavra Aberta

Patricia Blanco é presidente do Instituto Palavra Aberta, entidade que lidera o EducaMídia, programa de educação midiática com foco na formação de professores e produção de conteúdo sobre o tema.

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