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Educação em 2021: o que esperar?

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Autor Elisa Thobias Assistente de comunicação Sobre o autor

Diante da evolução da pandemia, o ensino híbrido surge como alternativa para a educação brasileira

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Imagem: Kelly Sikkema/Unsplash

Uma pesquisa realizada pela revista Nova Escola em julho passado, no auge da primeira onda do novo coronavírus, revelou que 50% dos professores brasileiros não receberam qualquer tipo de formação para atuarem no ensino remoto. Consequentemente, um terço deles classificou a experiência como ruim ou péssima à época. Agora, com a iminência de um retorno às aulas presenciais em esquema de rodízio em muitos estados do País, surge a possibilidade de um ensino híbrido. Mas, na prática, o que isso significa? 

Em São Paulo, a Secretaria de Educação propôs que durante as fases vermelha e amarela do plano de retomada de atividades, a ocupação das salas de aula seja de apenas 35%, fazendo com que o restante seja complementado de maneira virtual. Assim, apesar das dificuldades com o formato e da sobrecarga de trabalho, os professores se veem obrigados a adaptar suas práticas ao “novo normal”, algo que alie o ensino presencial ao remoto. 

Assim, como alternativa, surge o ensino híbrido, uma modalidade educacional que combina aprendizado online e offline. Chama-se híbrido porque é uma mistura de momentos presenciais, com apoio do professor no espaço físico da escola; e momentos virtuais, onde o aluno estuda sozinho, com algum elemento de controle de tempo do estudante, de forma personalizada.

Nesse modelo, o aluno está no centro da aprendizagem. Para que o processo de ensino aconteça, o plano pedagógico deve ser repensado, considerando a gestão do tempo, a organização do conteúdo das disciplinas e a quantidade de atividades que o aluno deve realizar. Os estudantes podem seguir um ritmo próprio, respeitando suas dificuldades e avanços, sob a supervisão do professor. 

Diferentes experiências de ensino são ofertadas nessa modalidade. Há incentivo para que atividades sejam desenvolvidas em grupos online, por exemplo, o que é uma oportunidade para que competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como autonomia, autogestão e cultura digital sejam trabalhadas. 

É fato que a tecnologia é a grande aliada dos educadores para o sucesso do ensino híbrido. Mas, em um País que sofre com as dificuldades de conexão, é necessário que a realidade de cada aluno seja mapeada para que as escolas possam se adaptar às necessidades individuais. 

Para as redes e escolas que não contam com grandes investimentos em tecnologia educacional, alternativas como o uso de mídias físicas podem ser de grande ajuda. Atividades que utilizem jornais, revistas e panfletos impressos, além de livros didáticos e paradidáticos, são caminhos possíveis para que a educação aconteça, mesmo em meio a tantas desigualdades.

O Guia da Educação Midiática, lançado pelo Instituto Palavra Aberta no final de 2020, também apresenta uma série de atividades que podem ser aplicadas na sala de aula, considerando os recursos disponíveis e com dicas para incorporar a educação midiática com as turmas, seja para professores da área de Linguagens, Matemática, Ciências Humanas ou Ciências da Natureza. O download do livro é gratuito.

Mesmo com os esforços dos educadores e com dicas que amenizam o cenário que temos no Brasil, não podemos deixar de ressaltar o  quão necessárias são as políticas públicas que olhem para a correção dessas desigualdades, seja qual for a modalidade de ensino em jogo. 

Programas que considerem as condições adversas do trabalho pedagógico e deem suporte para educadores são urgentes para assegurar que milhões de brasileiros tenham acesso à educação de qualidade e que 2021 seja, no mínimo, um pouco melhor do que 2020 no que tange à efetivação desse direito fundamental para milhões de crianças e jovens.

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Elisa Thobias

Assistente de comunicação

Educomunicadora, é assistente de comunicação.

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